quarta-feira, 16 de dezembro de 2009



Ide aqui ide. Que vale a pena e ela precisa de ajuda :)


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009



Dizer-te meu amor,

que os vícios do teu corpo não me saem da pele.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Queria ser juri dos idolos...



( meto aqui esta menina porque ela tem a atitude que eu gosto de ver e porque escolheu uma musica de que eu gosto bastante. Nada de favoritismo. Ainda é cedo.



Tenho para mim, e voçês sabem ( ficam a saber pronto) que não sou menina de vos enganar, que esta edição dos Idolos é a melhor de todas. Quando comparo faço-o não pelos talentos vocais dos concorrentes porque me parece que em todas as edições isso não foi o problema mais sério. Afirmo-o porque os concorrentes me parecem finalmente o que se pretende num programa destes. Há ali uma frescura e atitude que é precisa para este tipo de concurso. Como diz um dos senhores, pretende-se que se entretenha quem ouve e vê. Cantar bem sim senhor diz que é muito bom. Mas não chega. Para mim, inclusive, podem até não ter a melhor voz do mundo mas se tiverem uma atitude que me agrada pode estar o caso arrumado.
Claro que um programa destse em Portugal nunca terá o glamour e graça que outros têm por esse mundo fora. Mas isso é culpa de outras coisas que agora não vou falar. Fica para os próximos capítulos ;)

Ainda não tenho preferidos ( gosto mais de uns que outros claro). Não sou muito disso. Gosto de opinar e por isso tem que ser para todos. Já agora queria dizer que sou viciada em tudo o que são programas de musica. Aquilo até pode nem ser muito bom mas não consigo evitar. Vejo ( nem que seja no santo youtube) e comento e opino e tudo o mais que possa ser feito (para quem quer ouvir claro). Devia ser júri daquilo eu, devia sim.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009


Sabem aquela coisa de repetir os padrões familiares? Por exemplo, pertenço a uma família numerosa e por conseguinte também eu me prepararia para constituir uma assim. Pois que não obrigado. E dir-me-ão os mais sensatos que ainda é cedo, que inconscientemente e por voltas do destino mirabolantes eu não sei o que pode acontecer. E que vai-se a ver e acabo com cinco filhos no colo ou coisa que o valha. Sei que podia ser bonito e tal, não duvido. Mas devo dizer que, no me diz respeito, não tenho como projecto fazer igual. E agradeço, no fundo, fazer parte de uma família assim, de ter a oportunidade de ganhar muita experiência em relação ao quão difícil é educar uma criança (neste caso a experiência já vai a dobrar) e tudo o que envolve uma dinâmica familiar assim, para me fazer entender que não é o melhor para mim. Que não me vejo nessas aventuras, porque acreditem em mim, é uma aventura. Bela também sim mas não deixa de ser uma aventura doida. Acho que sou consciente. Uma consciência que veio mais cedo do que é habitual.
Sei que preciso muito do meu espaço, que não me posso sentir atropelada pelo dia-a-dia durante muito tempo. Que preciso de tempo para fazer as coisas bem, que preciso de silêncio ( é coisa que dificilmente tenho hoje em dia) e tranquilidade. Não me parece ideal, portanto, repetir o padrão cá de casa. Apesar das muitas coisas boas. Sei que se assim for, não serei capaz de dar o melhor de mim. E ajudando à festa sei que a minha futura profissão ( espera-se espera-se!) me vai exigir muito emocionalmente e terei que ter um equilíbrio muito decente (no minimo).* Se há coisa que aprendi foi que mais vale pouco mas bom do que ceder a caprichos. Vejo demasiada desgraça ( não a evidente mas aquela bem escondida que quase passa despercebida) e egoísmo para saber que pensar bem antes é um ponto a favor para depois.




* Um estudo recente ( ainda nem publicado) ali na Universidade de Lisboa diz que os estudantes de psicologia são os que mais manifestam exaustão emocional, apesar de não estarem no curso onde surgem resultados mais altos de sobrecarga de trabalhos. E eu digo-vos que é bem verdade. E nem é preciso que falemos de coisas muito graves - normalmente nem é isso que acontece. Mas dá-nos cabo das entranhas porque ao vermos nos outros, vemo-nos quase sempre a nós também. E a exigência? Só vos digo, quando chego ao primeiro dia sem aulas faço tudo menos olhar para a psicologia. Normalmente limpo a casa e vejo coisas fúteis que me encham o cérebro de simplicidade..Lol

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Já ninguém chora de amor.


Já ninguém chora de amor.

Eu choro. Choro de amor, por amor. Pelo meu amor e às vezes pelo amor dos outros. Choro e tenho sempre o peito aberto à espera dele. Sou assolapada no amor. Espero pelo último minuto para largar a mão, tudo é intenso até ao fim daquela vez. Como se quem sabe, amanhã, eu já não estivesse lá para ver. Eu choro por amor. As despedidas deixam-me lágrimas nos olhos, o coração rasgado, as mãos sozinhas sem saberem onde se pôr. Sou capaz de chorar de amor mesmo quando ele está ali a olhar para mim. Só porque sim. Choro como quem pode rir. É capaz de não me fazer bem esta correria no peito. É capaz. Mas eu, eu gosto mais do amor assim.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

James morrison - Undiscovered (live)



Vou só ali ressacar do trabalho que se começa a acumular nesta rica cabecinha. Volto já. Fiquem com o James, que é um rapaz que faz musica da qual eu gosto muito. Mesmo muito. Faz-me bem à alma e aos ouvidos :)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

daqui

" Ter rosto significa, então, ser amado tal como se é; ser bonito porque se é amado, e não por ter olhos azuis ou pretos. Ser alguém- e não o Zé ou a Maria Ninguém- é ser objecto do amor, o objecto construído pelo amor e não o objecto que fabrica um amor sempre falso."

Prof. Coimbra de Matos*


Antes de mais não vou aqui tecer considerações teóricas sobre nada do que à psicologia diz respeito. Apenas e só que, neste momento, a minha formação decorre na áreade Psicologia Clinica Dinâmica, área essa intensamente influenciada pela psicanálise ( Freud como pai, que a mãe ainda não conheço) e outras correntes chamadas de psicodinâmicas. E não 'somos', na generalidade, muito bem vistos ( ou não bem interpretados) pelas outras correntes da psicologia clinica. Posto isto, o que me leva a colocar a frase acima é o fascinio de perceber que mais que tudo, aquilo que aprendo e a maneira como me ensinam a olhar a vida, o mundo, as relações se prende exactamente com essa palavra amor. O amor como base da saude mental e o desamor como grande ajuda à falta dela. O amor como fundamental, necessário, imprescindível. Um amor que começa muito antes de lhe conseguirmos chamar amor. O amor ou falta dele começa, na vida de uma pessoa, ainda ela não viu o mundo. E o fundamental que é ser olhado com amor, tornando-nos únicos e especiais, diferentes de todos os outros.


* Psiquiatra e Psicanalista. Já não o apanhei como professor na minha faculdade, embora seja, se não me engano o fundador da cadeira ( unidade curricular para os mais certinhos lol) obrigatória do meu núcleo e que se chama Psicopatologia Dinâmica da Criança e do Adolescente. Tem textos maravilhosos, diria mesmo poéticos, que aparte de toda a componente teórica e o concordar ou não com ela, devem ser lidos. Pela sua sensibilidade e olhar puro sobre aquilo que é a vida e as relações e que nos alerta para o perigo da capa de 'doutores' que nos venda o que importa.

** 'Objecto' nas orientações psicodinâmicas diz respeito, de forma genérica, à pessoa.